Calla viajante: Diário de bordo na serra (Dia 3)


Eu modelando no frio das montanhas, gostaram?

Ah, a serra... olha, vou falar para vocês tios, agora entendo o pessoal da novela quando diziam: "Só preciso de um fim de semana na serra para arejar as ideias". Eu precisava mesmo, a diferença é que agora eu moro aqui. Se eu gostei? Eu AMEI!!!


Hoje teve passeio, mas como eu tomei vacina na quarta, não pude sair. Óbvio que eu não deixaria vocês sem essa parte, então mandei minha fiel escudeira no lugar, tia Laura. Como ela me contou tudinho, vou explicar para vocês. Mini viagem de carro com destino a: Ouro Preto.


Lúcia e Cláudia são ótimas guias e sabiam tudo sobre cada coisinha na estrada. Passamos por várias barragens e vimos o tamanho da destruição causada pela ganância humana, quilômetros de montanhas exploradas até não restar mais nada. Lembra daquelas montanhas que desabaram, tios? Pois é, ficam aqui! No caminho vimos uma faixa colocada pelos moradores em protesto pelas consequências das ações da Vale.



Mas vamos falar de coisa boa, no caminho encontramos o Museu do Jeca Tatu e as tias pararam para comprar pastel de angu, enquanto isso tia Laura fotografou tudo para me mostrar depois. "Você tá com o celular carregado aí? Porque em Ouro Preto a vontade vai ser de registrar tudo". E assim foi, foto ali, vídeo acolá, a única parte ruim é que não entramos nos museus e pontos históricos, infelizmente por conta do coronga vamos ter que adiar um pouquinho essa visita.




"Moço, tá quanto essa imagem de São Francisco de Assis?". Enlouquecemos em uma feirinha de artesanato local, tudo que estava para venda ali era feito de pedra sabão. Dominó, calendário, fonte e até panela. Uma coisa mais linda que a outra... saímos com alguns presentinhos para a tia Laura levar para Macapá e um gatinho esculpido que era a cara do meu irmão João.




Andamos, andamos, andamos. "Você não pode ir embora daqui sem levar queijo!!". Entramos em uma loja cheeeeeeeeia de coisas gostosas. Queijo, doce de leite (de todos os tipos, formas e tamanhos), frutas diferentes e milhões de opções para tudo. Compramos queijo e doce de leite.


Uma curiosidade sobre Ouro Preto, tios, por ser um patrimônio histórico, não se pode mexer em nada que tem ali sem autorização. Isso significa que até novas construções e reformas, precisam seguir o padrão das coisas que já existem ali. E é tudo lindo, viu?!




A próxima missão era achar um lugar gostosinho e sem aglomeração para almoçar, já que a fome estava batendo na porta. Fomos ao Bené da Flauta, um local super aconchegante e com uma vista incrível. Tia Laura trouxe um postal para mim. Ah, acho que nunca mostrei o rosto das minhas mães, né? É para já...


Lúcia e Cláudia, minhas mães

Passado o almoço, era hora de voltar. Minhas mães e a tia iam me levar no moço que faz prótese para avaliar novos pés para mim. Bom, sobre isso, só tenho a dizer que fiquei chateada porque ele não parava de desenroscar meus pisantes, mas no fim deu certo. Vou ter novos pés em breve, mais adequados ao meu tamanho e que vão deixar eu andar direitinho, sem sentir dor nas costas. A moça disse que dá até para escolher a estampa!! Acho que vou estampar a Dora aventureira, o que vocês acham? Combina com o meu estilo de vida.



Na hora em que estávamos com o protético, tia Jéssica mandou mensagem. A CRIA DA TIA ALLANA IA NASCER. Quase a tia Laura morre do coração de tanto nervoso, ficou agoniada de não estar em Macapá. Te controla, mulher! Voltamos para casa e nós duas passamos a madrugada acordada esperando o Alu nascer, mas tia tava tão cansada que pegou no sono. É tanta ansiedade no corpo dessa mulher que ela levantou de madrugada para olhar o celular E SIM, ELE TINHA NASCIDO!!!!! ALU BLUBLU CHEGOU AO MUNDO E ELE É PANÇUDINHO QUE NEM EU!!!!!! Como vocês sabem a tia Laura é chorona, então se acabou em lágrimas e sobrou para mim ir consolar, ainda bem que eu sei nadar ou já teria me afogado no quarto. Olha, tia Allana, a senhora não inventa de me substituir, viu? Eu sou a única buchudinha da sua vida, mas não esquece de lamber a criança. Tô com saudades, se cuide!


Bem-vindo, Alu!


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