Homem x natureza: como algumas doenças e catástrofes ambientais são consequências da ação humana


Foto: Darley Shen/REUTERS (reprodução)

Não é novidade para ninguém que o mundo se encontra em uma situação caótica em meio à pandemia do novo COVID-19, inclusive já falamos sobre isso aqui anteriormente, mas o que essa situação nos leva a refletir sobre a maneira de nos relacionarmos com a natureza? Você sabia que as grandes crises de fator biológico que vivenciamos todos esses anos, possui ligação direta com o avanço e o crescimento populacional?



Algumas epidemias pelo mundo:


- Peste bubônica: matou milhões de pessoas por toda a Europa e Ásia no século XIV. Causada pela bactéria Yersinia pestis (transmitida ao homem através da pulga de animais contaminados, mais especificamente ratos), a doença desapareceu a medida em que as ferramentas de higiene e saneamento básico foram melhoradas.


- Cólera: a primeira epidemia da doença matou milhares de pessoas e ocorreu no século XIX através do vibrião colérico, agente causador da Cólera. A bactéria era contraída pela ingestão de água ou alimentos contaminados.


- Varíola: deixou 300 milhões de mortos entre os anos de 1896 a 1980. A doença era transmitida de pessoa para pessoa através das vias respiratórias.


- Tifo: matou 300 milhões de pessoas na Europa oriental e Rússia entre 1918 e 1922. Existem dois tipos da doença, ambas são transmitidas através da pulga do rato.


- Febre amarela: com seus primeiros registros encontrados na Etiópia, a doença matou cerca de 30.000 pessoas entre 1960 a 1962. A vítima é picada pelo mosquito transmissor, que picou antes uma pessoa infectada com o vírus. Um novo surto da doença foi registrado no Brasil nos anos de 2016 e 2017, estudos mostram que, assim como aconteceu na primeira vez, a febre amarela teve origem selvagem, mais especificamente através de macacos infectados.